Projetos de Águas e Esgotos

Projetos de redes prediais de águas e esgotos

engenheiro civil ricardo rodrigues

Todos os projectos de águas e esgotos são elaborados pelo Eng.º Ricardo Rodrigues

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Projetos de redes prediais de águas e esgotos

As redes prediais de abastecimento de água e esgotos têm como objetivo garantir o abastecimento de água em perfeitas condições de segurança e assegurando a qualidade da mesma.

Considerado como um sistema de necessidade básica, o abastecimento envolve tanto questões de saúde pública dos utilizadores, como também o seu conforto.

Atualmente, os projetistas trabalham com critérios e métodos que permitem o dimensionamento e a execução de sistemas prediais de abastecimento de água de esgotos de forma eficaz.

Para tal, há toda uma legislação e manuais que dão suporte na procura de soluções relacionadas com estes sistemas.

Responsáveis pela elaboração dos projetos

Projetos de redes prediais de águas e esgotos

De acordo com a legislação em vigor, a elaboração dos projetos de redes prediais sujeitos a licenciamento ou comunicação prévia são elaborados por engenheiros ou engenheiros técnicos que detenham qualificação adequada às características e à complexidade do projeto em questão.

Os profissionais devem ser reconhecidos pela Ordem dos Engenheiros (OE) ou pela Ordem dos Engenheiros Técnicos (OET) antiga Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos (ANET).

Neste sentido, são também considerados técnicos qualificados os agentes técnicos de arquitetura e engenharia civil, arquitetos e construtores civis diplomados.

O projeto de redes prediais de águas e esgotos é composto por um conjunto de documentos desenhados e escritos que devem ser entregues à respetiva Câmara Municipal, para licenciamento da construção de um edifício novo ou reabilitação de uma rede já existente.

A conceção destes projetos pode ser dividida em duas fases distintas, na realização do traçado, com base nas características do local em que o projeto será executado e a legislação em vigor, e no cálculo para dimensionamento dos sistemas prediais de abastecimento, também de acordo com a norma vigente.

EPAL – Grupo de Águas de Portugal

A EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres, S.A., é uma empresa do setor empresarial do Estado, detida a 100% pela AdP – Águas de Portugal, SGPS, S.A.

A generalidade das obras relativas às redes prediais de água e ao esgoto executadas em Lisboa, devem ser sujeitas à entrega prévia de um projeto de redes prediais.

A verificação de um processo para abastecimento por parte da EPAL visa assegurar que este projeto está em conformidade com as principais condições de um abastecimento adequado ao dono da obra, tanto em termos de pressão e caudal, como em termos de qualidade de água.

O abastecimento de água a um determinado local poderá ser solicitado à EPAL através de um processo de ligação ou ficha de ligação.

No site da entidade, é possível descarregar o Manual de Redes Prediais da EPAL cujo principal objetivo é proporcionar aos técnicos que elaboram Projetos de Redes Prediais de Água informações que facilitam a correta conceção e dimensionamento dos mesmos.

Entre as informações contidas neste manual estão as condições técnicas para ligação de um sistema predial, recomendações, boas práticas, entre outras orientações.

As redes prediais de abastecimento de água e esgotos têm como objetivo garantir o abastecimento de água em perfeitas condições de segurança e assegurando a qualidade da mesma.

Considerado como um sistema de necessidade básica, o abastecimento envolve tanto questões de saúde pública dos utilizadores, como também o seu conforto.

Atualmente, os projetistas trabalham com critérios e métodos que permitem o dimensionamento e a execução de sistemas prediais de abastecimento de água de esgotos de forma eficaz.

Para tal, há toda uma legislação e manuais que dão suporte na procura de soluções relacionadas com estes sistemas.

Exemplo de um projecto de redes prediais de águas e esgotos

Moradia Unifamiliar

Índice

  • I – Memória Descritiva
  • 1 – Introdução
  • 2 – Dimensionamento
  • 2.1 – Condições de cálculo
  • 2.2 – Caudais de dimensionamento
  • 2.3 – Dimensionamento hidráulico
  • 2.3 – Dimensionamento do grupo eletrobomba para a rede de recurso (rede independente)
  • 3 – Aquecimento de águas
  • 4 – Materiais
  • 5 – Contador
  • 6 – Ensaios
  • 7 – Execução e omissões
  • II – Anexos – Documentação técnica
  • III – Cálculos justificativos
  • IV – Peças desenhadas

I – Memória descritiva

1 – Introdução

O presente projecto dimensiona a rede de abastecimento de água, de uma edificação, que o requerente pretende levar a efeito no local em cima indicado.

A rede de distribuição encontra-se definida nas peças desenhadas, com os calibres necessários para a distribuição da água de consumo, só podendo ser alterado por condicionalismos inerentes à obra, mas devendo respeitar as condições impostas pela regulamentação em vigor.

Em Anexo desta memória apresenta-se a constituição dos ramais de descarga, e demais elementos que demonstram o dimensionamento hidráulico.

2 – Dimensionamento

2.1 – Condições de cálculo

O dimensionamento das redes foi elaborado segundo a legislação em vigor, Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais (Decreto Regulamentar n.º 23/95, de 23 de agosto).

A rede principal de tubagens abastece os seguintes aparelhos:

  • BACIAS de retrete
  • LAVATÓRIOS
  • BIDÉ
  • Boca de Lavagem DN 15
  • BANHEIRA
  • CHUVEIRO
  • LAVA Loiças
  • MAQ. Lavar Loiça
  • MAQ. Lavar ROUPA

A rede de recurso de tubagens (rede independente)abastece os seguintes aparelhos:

  • Boca de Lavagem DN 15
  • BACIAS de retrete

Para o cálculo do diâmetro da tubagem, foram considerados os consumos instantâneos que se apresentam no anexo I.

No dimensionamento hidráulico da rede predial de água fria e quente atenderam-se os limites impostos para a velocidade de escoamento (que deve situar-se entre 0.5m/s e 2.0m/s), rugosidade do material e pressões de serviço nos dispositivos de utilização que devem situar-se entre 5 m.c.a. e 60 m.c.a, por razões de conforto e durabilidade dos materiais.

2.2 – Caudais de dimensionamento

Os caudais de dimensionamento tiveram em conta a possibilidade do funcionamento não simultâneo da totalidade dos dispositivos de utilização, de acordo com o preconizado pelo Art.º 91 do Regulamento (Coeficientes de simultaneidade).

1 – Na determinação dos caudais de cálculo deve ter-se em conta a possibilidade do funcionamento não simultâneo da totalidade dos dispositivos de utilização, considerando-se coeficientes de simultaneidade como se dispõe nos números seguintes.

Artigo 91.º Coeficientes de simultaneidade – RGSPPDADAR

Assim, em troços que servem mais do que um dispositivo, os caudais de dimensionamento foram resultado da aplicação do gráfico do anexo V do Regulamento sobre os caudais acumulados existentes. Em troços servindo apenas um dispositivo, o caudal de dimensionamento será o caudal instantâneo resultante.

ANEXO V - Caudais de cálculo em função dos caudais acumulados para um nível médio de conforto
ANEXO V – Caudais de cálculo em função dos caudais acumulados para um nível médio de conforto.

2.3 – Dimensionamento hidráulico

Para o dimensionamento hidráulico das tubagens foi estudada a melhor solução tendo em conta o máximo de economia, desde que não violasse as preconizações do Regulamento.

Nomeadamente procurou-se sempre o menor diâmetro que, para os caudais de dimensionamento, conduzisse a velocidades de circulação entre 0,5 e 2,0 m/s (Art.º 94º do Regulamento) e a valores de pressões de serviço nos dispositivos de utilização, sempre que possível entre 5 m.c.a e 60 m.c.a. (n.º 2 do Art.º 87º).

No cálculo das pressões de serviço foram consideradas as perdas de carga contínuas provocadas pelo escoamento.

As perdas de carga localizadas provocadas por válvulas, curvas, tês, foram ponderadas considerando-se as perdas totais como sendo equivalentes ás perdas continuas multiplicadas por um coeficiente de compensação, segundo a fórmula:

DH = J * L * X

Sendo DH o valor da perda de carga em m.c.a e X o coeficiente aplicado, tendo-se adotado o valor recomendado pela bibliografia especializada de 1,20.

2.3 – Dimensionamento do grupo eletrobomba para a rede de recurso (Rede independente))

A rede de recurso de tubagens (rede independente) tem origem num poço existente (a cerca de 100 metros da habitação) onde será instalada uma bomba submersível (ver anexos – Documentação técnica) controlada por um quadro eléctrico de comando e controlo, que fornece o caudal suficiente para encher o reservatório de 2.00m3 de volume.

A montante do reservatório será instalada uma bomba centrifuga, multicelular com admissão axial e compressão radial (ver anexos – Documentação técnica), que fornecerá um pressão mínima de 20 m.c.a., para que se verifiquem as condições de pressão regulamentares, nos dispositivos a abastecer.

Determinou-se o caudal e as características dos elementos de bombagem apresentadas em anexo. Essas características são função do tipo de água, do tipo de tubagens, da altura manométrica de elevação e do número de arranques admitido (3 arranques).

Tendo em conta o caudal de cálculo considerado, afectado de um coeficiente de segurança de 50%, bem como a limitação de velocidade de circulação do caudal no troço de elevação (tomou-se como limite máximo 2 m/s), utilizando a formula de Flamant procedeu-se à determinação da perda de carga de percurso neste elemento de tubagem.

Velocidade:

U = Qc / (π * Ø2 / 4)

  • Qc – Caudal de calculo m3/s
  • Ø – diâmetro da tubagem (m)
  • U – velocidade – m/s

Fórmula de Flamant

J = 4 * b * U 7/4 * Ø – 5/4

  • J – perda de carga (m/m)
  • Ø – diâmetro (m)
  • U – Velocidade de escoamento (m/s)
  • b – Factor caracterizador da rugosidade do material
  • (b = 0.000134 para tubagens de plástico)

De posse destes valores determinou-se a altura manométrica de elevação, cujo o valor foi incrementado de 20% para efeito de determinação da potência de bombagem obtendo-se os valores que se apresentam em anexo.

A potência das bombas foi calculada através da seguinte expressão:

P = (ρ * Q * H) / η

  • P- potência
  • ρ – Peso volúmico
  • Q – caudal bombado
  • H – altura manométrica
  • η – rendimento da bomba

Ver anexos – Documentação técnica da bomba escolhida

3 – Aquecimento de águas

O sistema de aquecimento de águas será realizado por um termo acumulador eléctrico, que será instalado na dispensa.

4 – Materiais

A rede principal de tubagens será realizada em PEAD no troço do contador até ao primeiro nó no interior da habitação. Sendo que a tubagem no interior será realizada em “PEX”.

A rede de recurso de tubagens (rede independente) será realizada em PEAD desde a saída do reservatório até ao primeiro nó no interior da habitação. Sendo que a tubagem no interior será realizada em “AÇO”.

Os ramais de água quente que abastecem as instalações sanitárias serão isolados, se necessário, com mangas de material isolante térmico.

A tubagem ficará embebida nas paredes, por meio de roços tapados com argamassa.

5 – Contador

O contador ficará instalado em caixa com as dimensões previstas no Regulamento Camarário e colocado na parte exterior do muro de modo a facilitar o controle e leitura de consumos.

6 – Ensaios

Depois de instalada toda a tubagem e válvulas de seccionamento, deverá a instalação ser submetida a um ensaio hidráulico correspondente a submeter a instalação a uma pressão interna de 1.5 vezes a pressão de serviço, durante um período de 24 horas sem que se verifique quebra de pressão.

Em tudo o que ficar omisso nesta Memória Descritiva, será executado de acordo com o Regulamento em vigor e segundo as boas Normas de Construção.

7 – Execução e omissões

A execução do presente projecto deverá ser feita por uma empresa com capacidade técnica reconhecida.

Todas as peças deverão ser executadas de acordo com os cálculos e desenhos que constituem o presente projecto, seguindo-se sempre toda a legislação vigor e as boas normas de construção.

Em tudo o omisso e não referido nesta memória descritiva e justificativa, deve-se proceder em cumprimento de acordo com as normas regulamentares em vigor, com as boas regras de construção, assim como as indicações camarárias e as instruções da fiscalização da obra.

II – Anexos – Documentação técnica

III – Cálculos justificativos

Ramal de Ligação

Material UtilizadoPEAD
AparelhoQuantidadeCaudal (l/s)Caudal Total (l/s)
Lavatório (Lv)30,100,30
Bidé (Bd)20,100,20
Banheira (Bn)20,250,50
Chuveiro/Duche (Dc)00,150,00
Esquentador (Eq)10,300,30
Autoclismo (At)30,100,30
Mict. Fluxometro0,500,00
Lava-Loiça (LL)10,200,20
Máquina Lavar Loiça (MLL)10,150,15
Máquina de Lavar Roupa (MLR)10,200,20
Boca de Rega ou Lavagem f 15 (Re)20,300,60
Caudal Acumulado (l/s)2,75
Rugosidade0,00018
Caudal de Cálculo (l/s)0,92
Diâmetro Mínimo (mm)27,94
Diâmetro Comercial (mm)40
Diâmetro Interior (mm)32,60
Velocidade (m/s)1,10
Perda de Carga (m/m)0,074
Ramal de Ligação

Cálculo da rede de abastecimento – Rede principal – Água fria / Água quente

TroçoQa (l/s)Qc (l/s)V (m/s)D (mm)Diâmetro ComercialJ (m/m)D mínimo (mm)Material UtilizadoRugosidadeL (m)Leq (m)H (m.c.a.)Htacum (m.c.a.)Px (kPa)
0-13,701,050,8140,80500,03240,00PEAD0,0001815,0018,000,5830,583184
1-20,950,531,6320,40250,17620,00PEX0,0001212,0014,402,5323,114159
1-30,550,401,2320,40250,10820,00PEX0,000124,004,800,5161,099179
3-40,450,361,1120,40250,09020,00PEX0,000127,008,400,7541,853171
4-50,650,441,3420,40250,12520,00PEX0,000126,007,200,9002,753162
Cálculo da rede de abastecimento – Rede principal – Água fria / Água quente

Dispositivo mais desfavorável da rede

(m.c.a.)(kPa)Verificação
Px16,2162Valor de Pressão Aceitável
Perdas de carga – Verificação das Condições de Pressão

Cálculo da rede de abastecimento – Rede de recurso – Água fria – Rede independente

TroçoQa (l/s)Qc (l/s)V (m/s)D (mm)Diâmetro ComercialJ (m/m)D mínimo (mm)Material UtilizadoRugosidadeL (m)Leq (m)H (m.c.a.)Htacum (m.c.a.)Px (kPa)
0`-1`0,300,290,9020,40250,09420,00PEAD0,0001816,8920,271,8961,896181
0`-2`1,200,601,8420,40250,32520,00PEAD0,0001810,2912,354,0171,896181
2`-3`0,100,170,7716,70150,11515,00AÇO0,000233,784,540,5232,419176
2`-4`1,100,571,4722,30200,25220,00AÇO0,000230,680,820,2052,102179
4`-5`0,600,421,9216,70150,57715,00AÇO0,000231,081,300,7482,849172
4`-6`0,500,381,7516,70150,49015,00AÇO0,000231,221,460,7172,819172
6`-7`0,100,170,7716,70150,11515,00AÇO0,000231,822,180,2523,070169
6`-8`0,400,340,8822,30200,10120,00AÇO0,000237,909,480,9623,780162
Cálculo da rede de abastecimento – Rede de recurso – Água fria – Rede independente

Dispositivo mais desfavorável da rede

(m.c.a.)(kPa)Verificação
Px16,2162Valor de Pressão Aceitavel
Perdas de carga – Verificação das Condições de Pressão

Cálculo da coluna de compressão – Rede de recurso – Água fria – Rede independente

TroçoQa (l/s)Qc (l/s)V (m/s)D (mm)Diâmetro ComercialJ (m/m)D mínimo (mm)Material UtilizadoRugosidadeL (m)Leq (m)H (m.c.a.)Htacum (m.c.a.)Px (kPa)
A-B1,800,740,5740,80500,01740,00PEAD0,00018100,00120,002,0892,089179
Cálculo da coluna de compressão – Rede de recurso – Água fria – Rede independente

IV – Peças desenhadas

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Ultima atualização:

Autor: Ricardo Rodrigues

CEO e Fundador da NValores e engIobra (RRNValores Unipessoal, Lda,)

Sou Licenciado em Engenharia Civil, desde 2004, pelo I.S.E.L. - Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. Membro sénior da OET - Ordem do Engenheiros Técnicos.

A equipa engiobra é formada por engenheiros e arquitetos com experiência comprovada em projetos de especialidades para licenciamento e execução.

Atualmente trabalho na engiobra como Projectista: Tenho mais de 10 anos de experiência em projectos de engenharia civil nomeadamente, projectos de estabilidade (estruturas), projectos de redes de abastecimento de águas prediais, projectos de redes prediais de drenagem de águas residuais e pluviais, projectos de acústica de edifícios, projectos de redes prediais de gás.

Entre 2004 e 2010 trabalhei em direcção e fiscalização de obras públicas e privadas.

Redes sociais:

O engiobra é um site gerido pela RRNValores Unipessoal Lda., uma empresa que presta serviços de engenharia.

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