Projeto Acústico

Projeto de condicionamento acústico em edifícios

engenheiro civil ricardo rodrigues

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Projetos de condicionamento acústico em edifícios – RRAE

Projeto de condicionamento acústico de edifícios de acordo com o Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios

Os projetos de acústica são fundamentais para que se obtenha conforto acústico nos edifícios. Este conforto, por sua vez, é um dos elementos que influencia na avaliação da qualidade das edificações.

De acordo com o Regime Legal sobre Poluição Sonora, a prevenção do ruído e o controlo da poluição sonora são fatores que ajudam a preservar a saúde e o bem-estar das populações.

Para que este controlo seja efetivo, é durante o projeto de acústica que são determinados os sistemas de isolamento sonoro, de modo a reduzir o nível excessivo de ruído, cumprindo os requisitos acústicos estabelecidos pela legislação em vigor.

Tipologia dos projetos que fazemos

Elaboramos projetos de acústica em edifícios de acordo com o Dec. Lei nº 96/2008 de 9 de Junho, com exceção do artigo 10.º A Auditórios e salas:

  • Edifícios habitacionais e mistos, e unidades hoteleiras;
  • Edifícios comerciais e de serviços, e partes similares em edifícios industriais;
  • Edifícios escolares e similares, e de investigação;
  • Edifícios hospitalares e similares;
  • Edifícios desportivos;
  • Estações de transporte de passageiros

Cálculos e verificações

  • Sons aéreos em elementos verticais exteriores
  • Sons aéreos em elementos verticais interiores
  • Sons aéreos em elementos horizontais exteriores
  • Sons aéreos em elementos horizontais interiores
  • Sons de percussão pelo método simplificado
  • Sons de percussão pelo método detalhado
  • Área de absorção sonora e Tempo de reverberação
  • Incomodidade de equipamentos colectivos
  • Ruído em estaleiro

A importância dos projetos acústicos

Para que as habitações sejam dotadas de conforto e comodidade, é fundamental que tenham um bom desempenho acústico.

Esta condição deve ser garantida pela elaboração de um projeto de condicionamento acústico que, assim como os outros projetos de especialidades, permite minimizar a existência de defeitos de construção.

Neste sentido, o projetista procura soluções e materiais que apresentem bom desempenho a nível acústico.

Através destas soluções construtivas, encontra-se o isolamento acústico ideal, que consiste na capacidade que um dado material tem ou não para bloquear a passagem do som ou ruído entre ambientes diferentes.

Assim, no estudo realizado durante a elaboração do projeto, o profissional considera o uso de paredes duplas, janelas com vidros duplos ou a combinação de materiais de diferentes densidades, para garantir um bom isolamento acústico.

O que é a avaliação acústica?

A avaliação acústica, também chamada de certificação acústica, é a verificação no local que se pretende avaliar, através de medições e ensaios acústicos dos níveis de ruído e o isolamento acústico do edifício em questão.

Esta avaliação torna-se necessária sempre que se pretende obter licenças de habitação, autorizações de utilização, autorizações de alteração de utilização e ainda licenças de utilização para edifícios ou atividades comerciais.

Através da certificação acústica também é possível proceder à confirmação do cumprimento dos requisitos constantes no projeto de acústica aquando da construção ou reabilitação do edifício.

Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios

O Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios (Decreto-Lei n.º 96/2008), em conjunto com o Regulamento Geral de Ruído (Decreto-Lei n.º 9/2007), estabelece os requisitos para a avaliação acústica de edifícios e a medição do ruído ambiente.

  • Portaria n.º 305/2019: Fixa as normas técnicas dos requisitos acústicos em edifícios habitacionais existentes
  • Decreto-Lei n.º 129/2002: Aprova o Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios
  • Decreto-Lei n.º 278/2007: Altera o Decreto-Lei n.º 9/2007, de 17 de Janeiro, que aprova o Regulamento Geral do Ruído
  • Declaração de Retificação n.º 18/2007: De ter sido rectificado o Decreto-Lei n.º 9/2007, do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, que aprova o Regulamento Geral do Ruído e revoga o regime legal da poluição sonora, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 292/2000, de 14 de Novembro, publicado no Diário da República, 1.ª série, n.º 12, de 17 de Janeiro de 2007

Conceitos Gerais

O que é o Regulamento Geral de Ruído?

O Regulamento Geral de Ruído é um conjunto de regulamentos e normas que estabelecem os limites aceitáveis de ruído em diferentes ambientes e situações. Ele pode incluir diretrizes para o ruído ambiental, ruído de tráfego, ruído industrial e outros tipos de ruído.

O objetivo do Regulamento Geral de Ruído é proteger a saúde e o bem-estar das pessoas, bem como preservar a qualidade do ambiente. Ele pode ser aplicado por autoridades governamentais e órgãos reguladores para controlar e monitorar os níveis de ruído em uma determinada área.

O que é o Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios?

O Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios (RRAE) é um documento que estabelece os requisitos acústicos para edifícios e espaços interiores. Ele inclui critérios para isolamento acústico, redução de ruído e qualidade acústica, visando garantir um ambiente acústico confortável e saudável para as pessoas que usam esses espaços.

O RRAE pode ser usado por arquitetos, engenheiros, construtores e outros profissionais envolvidos na construção de edifícios para garantir que os requisitos acústicos sejam atendidos. Além disso, o regulamento pode ser usado por autoridades governamentais e órgãos reguladores para monitorar e controlar os níveis de ruído e garantir a conformidade com os padrões acústicos.

Quais são as diferenças entre o Regulamento Geral de Ruído e o Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios?

O Regulamento Geral de Ruído e o Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios são dois documentos diferentes que abordam questões relacionadas ao ruído e à acústica.

O Regulamento Geral de Ruído é um conjunto de regulamentos e normas que estabelecem os limites aceitáveis de ruído em diferentes ambientes e situações, como ruído ambiental, ruído de tráfego, ruído industrial, entre outros. Ele visa proteger a saúde e o bem-estar das pessoas e preservar a qualidade do ambiente.

Já o Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios é um documento que estabelece os requisitos acústicos específicos para edifícios e espaços interiores, incluindo critérios para isolamento acústico, redução de ruído e qualidade acústica. Ele é focado em garantir que os edifícios tenham um ambiente acústico confortável e saudável para as pessoas que os utilizam.

Em resumo, o Regulamento Geral de Ruído é mais amplo e abrange vários tipos de ruído, enquanto o Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios é mais específico e se concentra em requisitos acústicos para edifícios.

Sons aéreos em elementos verticais exteriores

Sons aéreos em elementos verticais exteriores são sons que são transmitidos através do ar e que viajam através de paredes, janelas ou outros elementos verticais exteriores de um edifício.

Eles podem ser causados por fontes externas, como tráfego, vozes, animais, entre outros, e podem ser transmitidos através das paredes e janelas para o interior do edifício, prejudicando a qualidade acústica do ambiente.

A prevenção e redução de sons aéreos em elementos verticais exteriores é importante para garantir um ambiente acústico confortável e saudável para as pessoas que usam o edifício. Isso pode ser alcançado através da utilização de técnicas e materiais de isolamento acústico, como vidros duplos, paredes duplas, vedações acústicas, entre outros.

O Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios pode estabelecer critérios específicos para a prevenção e redução de sons aéreos em elementos verticais exteriores.

Sons aéreos em elementos verticais interiores

Sons aéreos em elementos verticais interiores são sons que viajam através do ar e que são transmitidos através de paredes, divisórias, tetos, pisos ou outros elementos verticais interiores de um edifício. Eles podem ser causados por fontes de ruído internas, como pessoas a conversar, ruido de equipamentos, entre outros, e podem prejudicar a qualidade acústica do ambiente.

Sons de percussão pelo método simplificado

O método simplificado de medição de sons de percussão é uma técnica de avaliação da transmissão de sons aéreos através de paredes, pisos e tetos.

O objetivo é determinar o nível de isolamento acústico destes elementos, avaliando a capacidade deles em reduzir a transmissão de sons de impacto, como passos, batidas ou outros ruídos de percussão.

O método simplificado envolve a realização de batidas suaves com um instrumento padronizado em uma das superfícies dos elementos verticais a serem avaliados, e a medição dos níveis sonoros resultantes na superfície oposta.

A diferença entre os níveis sonoros medidos nas duas superfícies é a medida do isolamento acústico fornecido pelo elemento.

Este método é considerado simplificado porque não leva em consideração todas as variáveis que afetam a transmissão de som, como a frequência, a duração da fonte sonora, entre outros.

No entanto, é uma técnica rápida e fácil de ser realizada, e pode ser útil para avaliar o isolamento acústico em situações gerais. O Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios pode estabelecer critérios específicos para a realização de medições de sons de percussão pelo método simplificado.

Sons de percussão pelo método detalhado

O método detalhado de medição de sons de percussão é uma técnica mais avançada de avaliação da transmissão de sons aéreos através de paredes, pisos e tetos. O objetivo é determinar o nível de isolamento acústico destes elementos, avaliando a capacidade deles em reduzir a transmissão de sons de impacto, como passos, batidas ou outros ruídos de percussão.

O método detalhado envolve a realização de ensaios com uma fonte sonora simulada, que imita os sons de impacto gerados por atividades humanas, como passos, batidas, entre outros.

A fonte sonora é colocada em uma superfície dos elementos verticais a serem avaliados, e os níveis sonoros resultantes na superfície oposta são medidos com um medidor de som. A diferença entre os níveis sonoros medidos nas duas superfícies é a medida do isolamento acústico fornecido pelo elemento.

Este método é considerado detalhado porque leva em consideração uma série de variáveis que afetam a transmissão de som, como a frequência, a duração da fonte sonora, entre outros.

É uma técnica mais precisa e completa do que o método simplificado, mas também é mais complexa e demorada de ser realizada. O Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios pode estabelecer critérios específicos para a realização de medições de sons de percussão pelo método detalhado.

Área de absorção sonora

A área de absorção sonora é a quantidade de superfície dentro de um espaço que é projetada para absorver energia sonora, ajudando a controlar o nível de eco e a qualidade acústica do ambiente.

É importante considerar a quantidade de área de absorção sonora em uma sala para garantir que o som seja controlado e distribuído de maneira equilibrada, a fim de melhorar a inteligibilidade da fala e a clareza das músicas e outros sons.

Os materiais utilizados para a absorção sonora incluem painéis de espuma, tecidos, carpetes, cortinas, entre outros. A área de absorção sonora pode ser projetada em diferentes superfícies, incluindo paredes, tetos e chão, dependendo da aplicação e do desempenho acústico desejado.

O Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios pode estabelecer critérios específicos para a quantidade mínima de área de absorção sonora em diferentes tipos de espaços.

Tempo de reverberação

Tempo de reverberação é a medida do tempo que um som leva para diminuir 60 dB após a fonte sonora ter sido desligada. É a quantidade de tempo que o som continua a ecoar no espaço após a fonte ter parado de emitir som.

O tempo de reverberação é influenciado por diversos fatores, incluindo a dimensão do espaço, a absorção sonora dos materiais presentes nas paredes, teto e piso, e a quantidade de mobiliário presente no ambiente.

O tempo de reverberação é importante porque afeta a inteligibilidade da fala e a qualidade acústica do ambiente.

Em salas de conferências, teatros e igrejas, por exemplo, é importante ter um tempo de reverberação adequado para que o som seja claro e fácil de ser ouvido.

Em salas de aula, escritórios e outros espaços de trabalho, um tempo de reverberação curto é desejável para melhorar a inteligibilidade da fala e a clareza das comunicações.

Incomodidade de equipamentos colectivos

A incomodidade de equipamentos colectivos é a percepção de desconforto ou incômodo causado por fontes de ruído como elevadores, sistemas de ar condicionado, geradores elétricos, bombas, entre outros, presentes em edifícios coletivos.

Estes equipamentos podem causar interrupções no sono, reduzir a concentração e afetar a qualidade de vida das pessoas que vivem ou trabalham nos edifícios.

Para minimizar a incomodidade causada por equipamentos coletivos, é importante considerar sua localização e design, bem como a utilização de medidas de isolamento acústico, como vedações, revestimentos acústicos e sistemas de absorção sonora.

O Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios pode estabelecer critérios específicos para limitar os níveis de ruído emitidos por esses equipamentos e preservar a qualidade acústica dos edifícios coletivos.

Ruído em estaleiro

O ruído em estaleiros pode ser uma fonte significativa de incômodo para as pessoas que vivem ou trabalham nas proximidades. Ele pode incluir barulhos de equipamentos pesados, como escavadoras e martelos pneumáticos, além de vozes e outros ruídos associados à construção.

O excesso de ruído em estaleiros pode causar interrupções no sono, reduzir a concentração e afetar negativamente a saúde das pessoas expostas a ele. Para minimizar os impactos do ruído em estaleiros, é importante seguir normas e regulamentos estabelecidos pelo Regulamento Geral de Ruído ou pelo Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios, que limitam os níveis de ruído permitidos durante diferentes horários do dia.

Além disso, é importante adotar medidas de controle de ruído, como a utilização de barreiras acústicas, isolamento acústico dos equipamentos e treinamento dos trabalhadores sobre a importância de manter os níveis de ruído dentro dos limites estabelecidos.

Essas medidas podem ajudar a garantir que a construção seja realizada de forma responsável e sem prejudicar a saúde e o bem-estar das pessoas que vivem nas proximidades.

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engenheiro civil ricardo rodrigues

Autor: Ricardo Rodrigues

CEO e Fundador da NValores e engIobra (RRNValores Unipessoal, Lda,)

Sou Licenciado em Engenharia Civil, desde 2004, pelo I.S.E.L. - Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. Membro sénior da OET - Ordem do Engenheiros Técnicos.

A equipa engiobra é formada por engenheiros e arquitetos com experiência comprovada em projetos de especialidades para licenciamento e execução.

Atualmente trabalho na engiobra como Projectista: Tenho mais de 10 anos de experiência em projectos de engenharia civil nomeadamente, projectos de estabilidade (estruturas), projectos de redes de abastecimento de águas prediais, projectos de redes prediais de drenagem de águas residuais e pluviais, projectos de acústica de edifícios, projectos de redes prediais de gás.

Entre 2004 e 2010 trabalhei em direcção e fiscalização de obras públicas e privadas.

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