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Bombas Centrífugas Multicelulares

Ricardo Rodrigues

Publicado em:Máquinas e Equipamentos

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Bombas Centrífugas Multicelulares

Ricardo Rodrigues

Existem vários tipos de bombas centrífugas e neste artigo vamos abordar um tipo particular de bombas centrífugas, vamos explorar as bombas centrífugas multicelulares.

Contudo, antes de abordar esse tipo de equipamento, primeiro terá que ser explicada a função do mesmo de forma geral. Para além disso, vamos explorar a sua origem e quais as suas aplicações/funções. 

Origem da bomba centrífuga multicelular

Atualmente o que faz funcionar este tipo de equipamento é um motor, no entanto, antes mesmo da invenção dos motores, já as bombas centrífugas rudimentares tinham sido projetadas, uma vez que o que iria supostamente fazer girar o rotor, seria a força exercida pela roda de água (hidráulica) ou pelo vento (eólica), como tal, nesse período, não era necessária a intervenção dos motores.

Interior de uma bomba centrifuga multicelular

De notar que a eficácia de uma bomba centrifuga deste tipo seria bastante limitada, felizmente os motores surgiram mais tarde para poderem ser adicionados a este equipamento de forma a assegurar uma eficácia considerável.

Por volta do ano de 1475, no século XV, num tratado escrito por Francesco Martini, um engenheiro Italiano, podem encontrar-se referências á bomba centrífuga primordial, que era utilizada para elevar lama, o que já era um feito considerável na época, dado que a lama tem um peso superior ao da água.

No entanto, essa era apenas a versão primordial, só apenas dois séculos mais tarde é que o famoso “fole de Hesse” foi construído por Denis Papin, que foi o responsável por construir um ventilador centrifugo constituído por pás.

Apenas no século XIX se iriam assistir a inventos que irão marcar um ponto de viragem para a evolução deste equipamento, o que aconteceu quando a 1851 o Britânico John Appold inseriu a dinâmica das pás do rotor, o que aumentou a sua eficiência.

Estava então criado o cenário para a expansão das bombas centrífugas, bem como para a sua evolução.

O fabrico começou a expandir-se por toda a Europa e pelos Estados Unidos da América, e estes equipamentos começaram a ser produzidos por diversos fabricantes, mais tarde, a expansão alargou-se à escala mundial.

Aplicações e funções das bombas centrífugas multicelulares

Para compreender como funciona este tipo de equipamento, precisamos de voltar às aulas de física e lembrarmo-nos do conceito de força centrífuga.

Esta força impulsiona os giros do rotor de bomba (engrenagem que move o motor), faz a bomba centrífuga funcionar e transportar líquidos por distâncias verticais e horizontais.

O funcionamento acontece através de impulsores, que transferem energia centrífuga para o líquido, promovendo uma pressão de sucção e favorecendo um maior volume dos líquidos transportados por esta bomba em alta velocidade.

Sobre as funções das bombas centrífugas, estas podem ser variadas, como sugar e bombear água limpa, ser acoplada a sistemas de combate de incêndio, encher caixas d’água de prédios verticais, levar água limpa para sistemas de irrigação, etc…

A bomba centrífuga tem diversas aplicações, pode ser utilizada em diversas indústrias, pode ser utilizada no saneamento.

De forma superficial, a bomba centrífuga pode ser útil quando é necessário pressurizar, elevar ou transferir líquido de um local para outro.

Naturalmente para este aparelho funcionar corretamente precisa de uma fonte de energia, também aqui as soluções são diversas uma vez que existem diferentes fornecedores e vários modelos, como tal não será difícil encontrar o tipo certo de bomba centrífuga no que diz respeito ao componente de fornecimento de energia para a bomba centrífuga.

Existem várias formas de fornecer energia para este equipamento, desde motores elétricos a motores a diesel. Deve ter o cuidado de escolher o tipo de motor que tenha a melhor relação custo/benefício.

Quanto ao funcionamento, as bombas centrífugas são constituídas por diferentes componentes que têm determinadas funções.

Um dos principais componentes é o motor uma vez que vai ser ele o responsável por fornecer a energia necessária ao funcionamento da bomba centrífuga.

Outro dos componentes fundamentais é o rotor, já que recebendo a energia vinda do motor, o rotor ou rotores vão começar a girar e essa energia vai aumentando á medida que a velocidade aumenta.

Essa energia criada pelo rotor é energia cinética que se vai transformar em pressão, que vai então poder ser utilizada para movimentar/pressurizar o liquido.

Como foi mencionado anteriormente, existem bombas centrífugas simples e bombas centrífugas multicelulares, a diferença principal entre estes dois tipos de bombas centrífugas deve-se ao número de rotores.

Uma bomba centrífuga simples tem apenas um rotor e tem uma performance menos elevada que a multicelular.

A bomba centrífuga multicelular, por sua vez, possui vários rotores que estão na maioria das vezes dispostos em série, o que facilita um maior aproveitamento de energia e uma maior performance.

Tanto as bombas centrífugas multicelulares como simples podem ser de dois tipos:

  • (1) Verticais: Já que neste tipo de bombas centrífugas o rotor fica localizado na parte superior, a bomba centrífuga pode ser parcialmente imersa.
  • (2) Horizontais: Este tipo de bombas centrífugas não pode ser submersa já que geralmente o motor (que costuma ser elétrico) não suporta imersão.

Rotores abertos x Rotores fechados

O uso de diferentes tipos de rotores varia de acordo com o fluido a ser escoado. A escolha ideal deve ser feita considerando a adequação do equipamento ao processo em que será utilizado.

1. Rotores fechados

As lâminas do rotor fechado localizam-se entre dois discos paralelos, ou seja, são cobertas.

Desta forma, este tipo de rotor é mais indicado em escoamentos de líquidos limpos, uma vez que este possui passagens livres estreitas, podendo sofrer entupimentos com o transporte de líquidos contendo sólidos ou impurezas.

2. Rotores abertos

Por sua vez, os rotores abertos possuem grandes passagens livres, o que reduz as hipóteses de obstruções e, consequentemente, entupimentos.

Por isso, podem ser usados para fluidos viscosos ou que contêm partículas. Nestes rotores, as lâminas ficam livres na parte frontal e quase livres na parte posterior.

Veja também: Projetos de redes prediais de águas e esgotos

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Autor: Ricardo Rodrigues

CEO e Fundador da NValores e engIobra (RRNValores Unipessoal, Lda,)

Sou Licenciado em Engenharia Civil, desde 2004, pelo I.S.E.L. - Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. Membro sénior da OET - Ordem do Engenheiros Técnicos.

A equipa engiobra é formada por engenheiros e arquitetos com experiência comprovada em projetos de especialidades para licenciamento e execução.

Atualmente trabalho na engiobra como Projectista: Tenho mais de 10 anos de experiência em projectos de engenharia civil nomeadamente, projectos de estabilidade (estruturas), projectos de redes de abastecimento de águas prediais, projectos de redes prediais de drenagem de águas residuais e pluviais, projectos de acústica de edifícios, projectos de redes prediais de gás.

Entre 2004 e 2010 trabalhei em direcção e fiscalização de obras públicas e privadas.

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